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domingo, 10 de outubro de 2010

Finalmente em Bruges

Dia 9 de outubro de 2010 - finalmente em Bruges

Saímos de Guines  às 9 horas da manhã sob forte cerração com destino a Bruges. No caminho passamos pelas cidades de Ardres, St-Omer, Cassel, Hondschoote  e Veurnes. No início da viagem imaginamos que não veríamos o sol pois viajamos por  três horas  sob intensa neblina. As surpresas da viagem foram St-Omer e Cassel - com seu casario antigo inteiramente preservado - e os diversos moinhos de vento encontrados ao longo do percurso (o moinho de vento localizado em Hondschoote , que data do século XII, é considerado o mais antigo da Europa).  Bruges, por sua vez, atendeu plenamente nossa expectativa. Os destaques de Bruges ficam por conta de sua rica e harmoniosa arquitetura,  a grande quantidade de bares e restaurantes permanentemente movimentados e pelos canais que atravessam a cidade e que propiciam belos passeios de barco. Na chegada a Bruges tivemos receio de não conseguirmos  vaga em hotel, tamanho era o movimento na cidade,  entretanto, parodiando o músico mineiro Zé Geraldo, “quando tudo na vida parece estar perdido é que nada na vida está perdido”. Assim, com o auxílio de uma amável belga recepcionista do primeiro hotel que  encontramos, logramos conseguir uma vaga (acho que foi a última!) em um hotel na periferia da cidade. Foi uma benção,  pois o hotel (Gasthof Groenhove), um três estrelas de estilo familiar, foi muito bom (à exceção do uso da internet que nos obrigava a ficar de pé no balcão da recepção e, por motivos óbvios, impediu-me de postar uma mensagem), localizando-se a uma distância  que nos permitiu ir a pé para o  centro da cidade, oferecendo uma suíte que até o momento foi a melhor e cobrando um preço honesto. 
A curiosidade de Bruges é que a cidade mais parece uma rua do Ouvidor em movimento, tamanha a quantidade de turistas. Não nos lembramos de nenhuma outra cidade com tamanho movimento (atente-se para o fato de que estamos fora de temporada!). Por outro lado o preço da alimentação, bem como dos souvenirs,  mostraram-se bastante razoáveis. 
Não fosse por mim – e pela absoluta excassez de euros - a Alzenda teria feito a festa!
Um outro fato que merece destaque e que foi uma surpresa para nós é que não há nada escrito em francês. Tudo é escrito em flamengo, qualquer coisa parecido com o alemão (ou holandês)! registre-se que as pessoas têm alguma resistência em falar francês (possivelmente em virtude da rivalidade com o sul da Bérlgica).
Estamos ansiosos para voltar a falar em nossa língua (o francês, naturalmente!!!).


Segue as estradas percorridas para quem desejar acompanhar o roteiro pelo Google Maps: D928, D26, D933, D948, D18A, D947, N39 e E40.

                                Taxi no centro de Bruges
 

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