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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Despedindo-se de Paris

 Dia 9 de novembro de 2010 - terça-feira

No último dia em Paris - amanhã não conta, pois é o dia da viagem para o Brasil - enfrentamos mais uma vez tempo ruim e fizemos um longo tour pela cidade. Primeiramente, fomos ao Museu d"Orsay, o mais visitado de Paris, após o Louvre. Encerramos a visita em grande estilo almoçando no elegante restaurante do museu. Após o almoço, fizemos uma caminhada pela Avenida Champs Eliseé até o Arco do Triunfo, onde apanhamos o metrô e fomos até La Defense, onde fotografamos o Grand Arche e os enormes prédios envidraçados que contrastam com a arquitetura clássica de Paris. Mais uma vez deixamos para outra oportunidade a subida até o topo do Grand Arche.
Na volta de La Defense, decidimos ir até o extremo oposto da linha 1 do metrô para conhecer o último atrativo da viagem: o Chateau de Vincenne.   

Fatigados, voltamos ao hotel para arrumar a bagagem. Fechar as malas não foi uma tarefa das mais fáceis pois a bagagem da Alzenda "inchou" e mesmo após me transferir algumas coisas ela teve que sentar sobre sua mala para que pudesse fechá-la.

Mas após algum esforço conseguimosfechar as malas.

Amanhã à noite estaremos jantando na tijuca uma comida brasileira com certeza.



                                                              Arco do Triunfo

                                                                              La Defense

                                                                      Chateau de Vincennes


                                                              

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O Louvre

Dia 8 de novembro de 2010 - segunda-feira

Paris continua sob chuva. Desta vez acompanhada de vento e baixa temperatura. Não está muito agradável caminhar pelas ruas. Nesse cenário a visita ao Louvre veio em boa hora. Aliás, esta é a quarta vez que venho a Paris, porém é a primeira vez que entro no Louvre. Na verdade nunca tive coragem de enfrentar as filas quilométricas. Hoje, em razão do mau tempo e de estarmos fora de temporada as filas apresentavam-se civilizadas, encorajando a visita. O Louvre, na verdade, é mais que um museu. É uma verdadeira cidade...superpopulosa! A cidade do Louvre é muito grande, daí termos visitado apenas os "bairros" italiano e francês. O pequeno passeio foi suficiente para constatarmos a grandiosidade do Louvre, seja quanto às suas dimensões, seja quanto à qualidade de seu acervo. Emocionamo-nos ao ver a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, sem dúvida a obra mais cultuada do museu.

Após o Louvre fomos ao templo do consumo parisiense, a Galeria Lafayette, passando pela Place Vendôme e pela Ópera. Infelizmente, a chuva, o vento e o frio não nos permitiu contemplar com calma esses dois atrativos e foi com alegria - não pensei que um dia diria isso! - que entrei na Lafayette...em virtude do calor aconchegante do ambiente. Na Lafayette fiquei em dúvida entre comprar uma bolsa Louis Vuitton prá Alzenda e um relógio Rolex prá mim! A dúvida foi tão grande que desisti da compra!

Amanhã enfrentaremos a maratona do Museu d'Orsay.

                                                                         Copista em ação

                                                                  Legítimo Da Vinci

                                                                             Delacroix

                                                        

domingo, 7 de novembro de 2010

Andando por Paris

Dia 7 de novembro de 2010 - domingo

Paris continua chuvoso, portanto não se pode usufruir plenamente de seu charme. Hoje fizemos um tour pela cidade e não obstante a chuva pudemos visitar coisas novas. Por exemplo, das outras vezes que estivemos em Paris o Petit Palais estava em obras. Agora é um museu deslumbrante que além de apresentar exposições de grande qualidade tem seu próprio charme, constituindo-se por si próprio um atrativo turístico que vale a pena visitar. Também visitamos pela primeira vez o Domo do Hôtel des Invalides, onde se encontra o túmulo de Napoleão. Além disso fizemos uma caminhada pelo Quartier Latin, até o Instituto Árabe, passando pelo Jardim de Luxembourg e pelo Pantheon e por fim fomos conhecer -  por sugestão de nossa amiga Nadja - a Rue la Butte aux Cailles, próximo à Place d'Italie, uma ruazinha calma, florida e cheia de restaurantes, tipicamente francesa.
Infelizmente, tivemos alguns contratempos pois o Instituto Árabe estava fechado; a rua La Butte aux Cailles estava sem vida, possivelmente em razão das chuvas e da baixa temperatura que desestimulam as pessoas a sairem de casa e a fila do Museu d'Orsay fez com desistissemos de visitá-lo hoje. Amanhã tentaremos visitá-lo.

                                                         Palais de Luxembourg

                                                                        Ponte Alexandre III

                                                               Hotel des Invalides

sábado, 6 de novembro de 2010

Um sábado em Paris

Dia 6 de novembro de 2010 - sábado


O Guia Visual da Folha de São Paulo – um dos guias de referência do turismo internacional – lista 130 atrativos turísticos na cidade de Paris. Ora, considerando que ficaremos 4 dias em Paris, teríamos que visitar aproximadamente 33 atrativos por dia para visitar todos. Evidentemente isso é um mero exercício mental, pois não é nossa intenção esgotar todas as possibilidades da cidade, mesmo porque isso exigiria uma permanência de pelo menos 30 dias em Paris. Entretanto, são tantas as opções que se não tomarmos cuidado acabamos nos estressando na escolha dos atrativos a serem visitados. Assim, decidimos relaxar e visitar poucos atrativos por dia, sem pressa.
Se considerarmos então que está chovendo em Paris – e a previsão é que chova nos próximos 4 dias, exatamente o tempo que ficaremos aqui – a vontade de sair do hotel diminui bastante, principalmente sendo hoje o 35º dia de viagem, quando a fadiga começa a se manifestar.
Não vamos porém “deixar a peteca cair”, afinal estamos em Paris!
Assim, decidimos no dia de hoje pegar o metrô rumo ao norte para conhecer o Mercado das Pulgas de St-Ouen, uma espécie de Feira de San Telmo (Buenos Aires) ou Lavradio (Rio de Janeiro) melhoradas.
Valeu pelo registro histórico-turístico-cultural, uma vez que a feira é uma verdadeira Torre de Babel das Artes.
Aproveitamos também  o dia – a linha do metrô é a mesma – para visitar outra vez o bairro de Montmartre, com a magia da Place do Tertre - onde almoçamos - e a grandiosidade da Basílica do Sacré-Coeur.
Lamentavelmente não pudemos visitar o Museu de Baccarat, fechado para obras. Menos mal que já tínhamos visitado o Museu Baccarat, na cidade de Baccarat, na Região de Lorraine.
Ao fim do dia fizemos uma caminhada, sob chuva, pela Ile de La Cité, onde visitamos mais uma vez a majestosa Catedral de Notre Dame e fotografamos o Hotel de Ville. Infelizmente a Sainte Chapelle estava fechada e não pudemos admirar seus famosos vitrais.
Amanhã tem mais.

                                                                           Place do Tertre

                                                           Catedral de Notre Dame


                                                                           Hotel de Ville

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Chegando à Cidade Luz

Dia 5 de novembro de 2010 - sexta-feira

O dia de hoje foi dominado pela expectativa do retorno a Paris, sobretudo pela devolução do veículo alugado e o consequente encerramento de uma preocupação que esteve sempre presente durante a viagem: concluir a viagem sem qualquer tipo de problema. Assim, foi com grande alívio que entramos sem problema em Paris - com mais um show de navegação de Alzenda - e devolvemos o veículo na hora combinada.
A caminho de Paris fizemos uma parada na vila de Fontainebleau para uma visita ao castelo de mesmo nome.
Durante a visita ao castelo pudemos constatar a opulência e o deslumbramento de seus ocupantes que não pouparam esforços - e recursos - para onamentá-lo com os mais diferentes - e exóticos - estilos.
Suas dimensões e sua suntuosidade rivalizam com Versailles e torna-o visita obrigatória para quem gosta de história.
Difícil não fazer a ligação do estilo de vida dos aristocratas -bem representado por Fontainebleau e Versailles - com a revolta dos franceses que culminou na Revolução Francesa do século XVIII, justificando-a integralmente, malgrado os excessos cometidos em seu nome.
Hoje dedicaremos a noite elaborar oplanejamento de nossa estada em Paris, priorizando os atrativos que ainda não conhecemos.

                               Vista frontal (parcial) do Chateau de Fontainebleau




                                       Detalhe do Chateau de Fontainebleau
           (pequena galeria de 100 m de comprimento para as caminhadas exclusivas da rainha)

De Troyes a Sens

Dia 4 de novembro de 2010 - quarta-feira

A viagem de hoje foi curta como, certamente será a de amanhã, de Sens a Paris. No trecho de hoje visitamos a cidade medieval de Provins, uma pequena vila fortificada fundada sobre uma colina com vista de 360º, característica da maioria das cidades fortificadas que dessa maneira dificultavam o acesso dos inimigos e facilitava a observação e prevenção contra eventuais ataques.
Após Provins nos dirigimos a Sens uma pequena vila às margens do Yonne,um dos principais afluentes do Sena. A principal atração de Sens é sua catedral Gótica, a primeira a ser construída na França após St-Denis.
Aqui, desistimos de fazer comparações entre as catedrais. É absolutamente impossível e, até, injustiça com as primeiras catedrais que vimos e que já começam a se apagar da memória. Para compará-las somente colocando todas juntas, uma ao lado da outra de forma a comparar cada um de seus atributos.
Contentamo-nos, por hora, a considerar a catedral de Sens tão bonita e grandiosa quanto as demais.
Hoje pernoitaremos em um Chambre d'Hôtes (La Maison d'Aviler), na margem do Yonne. Trata-se de um casarão histórico construído em 1753 e antigo hospital-escola, transformado em Chambres d'Hôtes - 4 estrelas  - desde a década de 90. Recomendamos!

                                         Torre romana na cidade medieval de Provins




                                                       Rio Yonne em Sens

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Troyes - penúltima parada antes da Cidade Luz

Dia 3 de novembro de 2010 - quarta-feira

Deixamos Auxerre às 9 da manhã e chegamos para o almoço em Troyes. Poderíamos ter chegado antes pois as duas cidades são próximas, mas optamos por fazer uma volta maior por estradas secundárias e pequenas vilas a fim de melhor conhecer a região. Após o almoço nos dedicamos a procurar hotel e nos deparamos com uma surpresa: muitos hotéis estavam lotados, sem que houvesse qualquer evento excepcional na cidade. Simplesmente a cidade estava lotada de turistas. Após breve procura conseguimos vaga no novíssimo hotel All Seasons, bem próximo ao centro. Mais uma vez demos sorte: o apto é simplesmente o melhor de toda a viagem. Um verdadeiro apto nupcial!
A cidade também revelou-se uma boa surpresa. Ela possui certamente o maior conjunto de prédios antigos integralmente preservados - no centro histórico predomina o estilo enxaimel - dentre todas as cidades visitadas.    
Além da elegância da arquitetura destacamos também a exuberância de Catedral de São Pedro e São Paulo.
Troyes definitivamente valeu a visita. Recomendamos.

                                                 detalhe da arquitetura de Troyes




                                                Alzenda namorando uma vitrina

terça-feira, 2 de novembro de 2010

De Vezelay a Auxerre

Dia 2 de novembro de 2010 - terça-feira

A viagem de hoje foi feita com tempo bom e temperatura agradável. Dirigindo sempre por estradas alternativas, visitamos as cidades de Vezelay, Noyers, Tonerre e Auxerre, onde pernoitaremos hoje.
Em Vezelay nos maravilhamos mais uma vez com a exuberância de sua basílica. Sem qualquer adorno e mesmo com vitrais pouco expressivos a basílica se destaca pela elegância de sua arquitetura, tornando-a um dos mais cultuados templos religiosos da França.  
De todas as vilas visitadas a mais interessante é sem dúvida Auxerre, localizada às margens do Yonne, o que aumenta seu charme. Auxerre apresenta um centro extremamente alegre, com bares, cafés e restaurantes repletos. A destacar também em Auxerre a arquitetura do centro antigo, com o uso predominate da madeira e a grandiosidade da Catedral Saint Etienne.

                                             A elegância da Basílica de Vezelay





                                              Catedral St-Etienne vista do Yonne

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

As brumas de Avalon

Dia 01 de novembro de 2010 - segunda-feira

O dia amanheceu sem chuva, o que me permitiu fazer uma caminhada pelo centro de Dijon e fazer algumas fotos. A cidade permanecia adormecida em razão do feriado de Todos os Santos, assim decidimos empreender nossa viagem mais cedo. O sol apareceu já pela manhã, ainda timidamente, porém o suficiente para elevar a temperatura. Por volta das 3 da tarde a tenperatura já estava fazendo muito calor, quase 15º !!!
Na viagem de hoje fizemos o trecho entre Dijon e Avalon onde pernoitaremos hoje. No percurso conhecemos a nascente do Rio Sena, que foi transformado em um verdadeiro santuário, e a Abadia de Fontenay, uma das mais famosas abadias da Ordem Cisterciense e seguramente a mais visitada. Uma verdadeira lição de história.
Ao chegarmos a Avalon a cidade estava envolta em neblina, daí o título que nos remeteu ao filme As Brumas de Avalon, muito embora saibamos que a cidade não tem qualquer relação com o mítico filme.
Começamos hoje nossa contagem regressiva para a volta ao Brasil, que ocorrerá dia 10. Enquanto não chega a data do retorno vamos curtindo a viagem e, paralelamente, planejando o que fazer em Paris.

Ps.: Estamos acompanhando a bela campanha do Fogão no Campeonato  Brasileiro. Avante Fogão!

                                                            Nascente do Sena




                                         Detalha da Abadia de Fontenay

domingo, 31 de outubro de 2010

Um dia de chuva em Dijon

Dia 31 de outubro de 2010 - domingo

Dia de votar no Brasil. Dia de fugir da chuva em Dijon. Pela manhã o sol fez-se presente permitindo uma viagem sem contratempos pelos vinhedos da Côte d'Or. Conhecemos os vinhedos das "Domaines" Romaneé, Vougeot e Chambertin, produtoras dos vinhos mais cultuados do mundo.
Em nossa chegada a Dijon, porém, fomos recepcionados pela chuva que não deu tréguas durante todo o dia, desta vez atrapalhando as fotos. No entanto, mesmo assim, pudemos dar uma volta a pé pela cidade, visitando a Catedral Notre Dame, o Palais des Ducs e o Museu de Arte Sacra.
Amanhã pela manhã, se o tempo ajudar, conheceremos os outros atrativos da cidade e poderei então tirar algumas fotos.
Nosso projeto inicial era ficar em Dijon 2 noites, mas em razão do feriadão - que deixou a cidade às moscas - e à antecipação em dois dias do retorno a Paris, o tempo de repente ficou curto para fazermos tudo que estava planejado, portanto decidimos reduzir nossa estada em Dijon de maneira a podermos conhecer outros atrativos da região.
Amanhã visitaremos as vilas de Alise-Ste-Reine, Abadia de Fontenay e Semur-en-Auxois, onde possivelmente pernoitaremos.
Alzenda continua dando show de navegação. Mesmo nas estradas mais secundárias que continuamos priorizando, ela não titubeia, salvo, às vêzes, quando troca a esquerda pela direita e vice-versa. Mas isso é outra história.

Até amanhã.

                                                Palais des Ducs - Dijon




                                                        Mercado de Dijon

sábado, 30 de outubro de 2010

Conhecendo Dole

Dia 30 de outubro de 2010 - sábado

Aproveitando o domingo de "folga", uma vez que a tarde de ontem foi suficiente para conhecermos a maior parte dos atrativos de Beaune, resolvemos dar uma esticada e conhecer a cidade de Dole - antiga capital de Franche-Conté - situada a 60 km de Beaune.
Em Dole não resistimos ao convite de uma cantina à beira do canal do Doubs e almoçamos um legítimo tagliatele aos 4 queijos, acompanhado por vinho tinto italiano.
Dole possui um centro histórico bastante interessante, tendo por destaque a Catedral de Notre Dame, cuja capela se encontra entre as mais bonitas da França.
Hoje também aproveitamos para conhecer a Abadia de Cisterciense de Citeaux - ou o que sobrou de sua construção original - e tomar-mos uma verdadeira lição de história desde o século 11º, época de sua fundação.
O sol não deu as caras neste sábado. Esperamos que ele retorne amanhã, quando faremos um tour pela Côte d'Or no trecho entre Beaune e Dijon, justamente onde se fazem os vinhos mais poderosos da Borgonha, a exemplo do Romaneé, do Chambertin e do Vougeot.
Pena que só possamos contemplar, afinal o preço desses vinhos é cotado em centenas de euros, às vezes milhares, a depender da safra.
Enquanto isso, vamos tomando nossos vinhos básicos que, afinal, também são borgonheses!!
Domingo e segunda pernoitaremos em Dijon, entre mostardas típicas e telhados coloridos.

                                            Canal do Doubs em Dole





                                        Prédio remanscente da Abadia de Citeaux

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Na Côte d'Or

Dia 29 de outubro de 2010 - sexta-feira

Hoje percorremos a primeira parte da Côte d'Or, a Côte de Beaune, passando pelos vinhedos das cidades de Santenay, Chassagne-Montrachet, Puligny-Montrachet, Meursault, Monthelie, Volnay, Pommard e Beaume. A qualidade dos vinhedos, que resultam em vinhos extraordinários, se reflete na qualidade de vida das vilas produtoras que expõem de forma explícita a riqueza proveniente da viti-vinicultura.
Pernoitaremos por duas noites em Beaune, pólo principal da Côte d'Or, onde se negociam todos os vinhos produzidos na região. É a cidade mais rica da região, possuindo uma renda per capita superior à de Dijon, capital da Borgonha.
Essa característica de Beaune encarece o preço da hospedagem, sendo o mais elevado da região. Demos sorte em encontrar um hotel bem localizado - o Aubergue Boorguignonne - a um preço bem razoável e que ofereceu um dos melhores quartos da viagem.
A grande atração de Beaune é sem dúvida o Hôtel Dieu - antiga hospedaria construída no século 15 para abrigar os flagelados da Guerra dos Cem Anos - com seus telhados coloridos e sua obras de arte.

                                                  Vila de Mersault

                                                      Hotel Dieu (Beaune)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Uma caminhada ao topo do Mont Beuvray

Dia 28 de outubro de 2010 - quinta-feira

A viagem de hoje foi, pelo terceiro dia consecutivo, feita sob sol e temperatura agradável. O mau tempo parece ter dadouma colher de chá, o que contribuiu bastante para curtirmos a natureza do Parc naturel Regional du Morvan. A aventura de hoje foi subir o Mont Beuvray, um dos pontos mais altos do Morvan, com 821m de altitude. Do alto, uma vista deslumbrante da planície abaixo compensou integralmente o esforço da subida, de cerca de 6 km.
Registre-se que a trilha é intregralmente pavimentada, facilitando enormemente a caminhada. Nesses momentos eu me pergunto porque no Brasil temos que fazer sacrifício para acessar nossos atrativos naturais, isso quando as condições dos acessos são tão difíceis que até nos impedem de visitá-los. Bom, isso é uma outra história. Por enquanto vou contando as coisas boas que estamos fazendo.
Hoje chegamos cedo à cidade de Autun, mas uma boa surpresa da viagem. A cidade, de origem romana, fundada no século Iº, é repleta de símbolos romanos: teatros, torres, pórticos. Graças à nossa agilidade pudemos visitar todos os pontos históricos da cidade. Amanhã postaremos as fotos.

Amanhã seguiremos rumo à Côte d'Or, a mais cultuada região vinícola da França, produtora dos cobiçados e caros vinhos AOC da Borgonha.

Quem sabe poderemos degustar algum!   

                                          Ruína de teatro romano em Autun




                                            Pirâmide de Pedra em Autun

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Mais um dia de sol na Borgonha

Dia 27 de outubro de 2010 - quarta-feira

Dois dias seguidos de sol na França, ao final de outubro e sem qualquer nuvem no céu é para comemorar. Principalmente se a temperatura mantem-se em um patamar confortável, como hoje. Foi nesse clima que conhecemos a vila de Cluny e sua famosa "abadia". Coloco entre aspas porque o que vemos na verdade são as ruínas daquela que foi na antiguidade o maior templo cristão do ocidente. É uma pena que a barbárie tenha destruído esse verdadeiro monumento histórico. De qualquer pode-se ter uma idéia da grandiosidade do templo examinando-se as partes que restaram intactas, reforçado pela maquete da abadia priginal e por um filme em 3D.
É sem dúvida um atrativo turístico que vale a visita pois cada recanto transpira história.
Passando pelos Castelos de Berzé-le-Chatel e Cormatim, fizemos nossa parada para pernoite na linda cidade de Paray-le-Monial, um centro religioso muito prestigiado na França.
Nessa cidade visitamos, entre outros templos religiosos, a Basílica do Sagrado Coração e a Capela das Aparições, onde Santa Margarida Maria teria tido as visões do Sagrado Coraçãode Jesus.
Terminamos a noite jantando em um restaurante à beira do canal que corta a cidade e bebendo um legítimo vinho Côte du Rhone.
Amanhã pretendemos atravessar o Parque Natural Regional do Morvan e pernoitar em Autum antiquissima cidade romana fundada no século Iº.

                                     Café da manhã no chambres d'hôtes





                                              Basílica do Sagrado Coração (Paray-le-Monial)

Na terra da Chardonnay


Dia 26 de outubro de 2010 – terça-feira
Hoje deixamos para trás a região do Vale do Ródano e penetramos na Borgonha, a mais prestigiosa região produtora de vinho da França.  Como planejamos, degustamos um Frango de Bresse. Não na cidade de Bourg-em-Bresse como desejávamos, mas na estrada, numa outra farofada tipicamente francesa: frango com batatas.
O sol acompanhou-nos durante todo o dia, finalmente deixando para trás a chuva e a neblina.
A primeira cidade da Borgonha que visitamos foi Macon, uma charmosa vila à beira do Rio Saône. Como estamos dando preferência às pequenas vilas optamos por deixar Macon e tentar um hotel em alguma vila próxima aos vinhedos da Região Maconnais.
Foi assim que acabamos por nos alojar em um chambres d’hôtes na comunidade La Grange Du Bois, em frente à Roche de Solutré, um sítio arqueológico localizado a 500 m de altitude, a cujo topo se chega por uma trilha moderada de 30 minutos e do qual se descortina uma vista privilegiada de 360º.
Subimos a rocha por volta de 4 horas da tarde e demos muita sorte pois o dia estava tão limpo que do topo da pedra pudemos avistar o pico Montblanc, nos Alpes, com suas neves eternas.
Foi uma maneira de compensar nossa desistência de ir a Chamonix em razão das baixas temperaturas.
À noite jantamos na vila de Leynes, a 3 km do Chambres d’Hôtes, no restaurante Le Fin Bec, o qual recomendamos pela excelência da comida e dos serviços. Afinal ninguém é de ferro e para terminar a noite nada melhor que um suculento Le Cocq au Vin acompanhado por um legítimo Chardonnay Puilly-Fuissié ( AOC). (très chic!).
Amanhã visitaremos a Abadia de Cluny.


                                                                         Roche de Solutré


                                                                 Monastério de Brou (Bourg-en-Bresse)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Na terra do frango de Origem Controlada

Dia 25 de outubro de 2010 - segunda-feira

Após dois dias em Annecy, estamos quase deixando a região do Vale do Ródano. Chegamos na cidade onde se criam frangos de "Appelation d'Origine Contrôlée" (AOC), à exemplo dos vinhos franceses: Bourg-en-Bresse. Coisa chic. Quem sabe amanhã poderemos degustar um prá ver se é melhor do que nossa tradicional galinha caipira, sem origem controlada, porém de sabor inenarrável.

Amanhã conheceremos o centro da cidade e a Abadia de Brou, construída no século 16, um dos atrativos turísticos mais visitados da França.

No trecho de hoje visitamos a cidade medieval de Perouges, uma bem preservada vila fortificada,  toda construída em pedras. Foi uma grata surpresa.

                                                         Cidade Mediaval de Pèrouge




                                                                    Rio Rhône

domingo, 24 de outubro de 2010

Um dia chuvoso em Annecy

Dia 24 de outubro de 2010 - domingo

O domingo não foi dos mais brilhantes, literalmente. Choveu o dia todo e a temperatura esteve sempre em volta dos 5 graus. O resultado é que saímos pouco do hotel. Apenas o suficiente para tirar algumas fotos e para reforçar a boa impressão que tínhamos da cidade. A beleza do lago, dos canais e de seu seu centro antigo, bem como a ebulição da grande quantidade de bares e restaurantes, dão o tom do turismo na cidade e a tornam uma das mais visitadas da França. A localização do hotel em que nos alojamos - mais uma vez o Ibis - ajudou-nos nessa tarefa. Situado no coração da cidade, e próximo ao lago, permitiu-nos dar rápidas escapadas e retornar ao hotel para fugir do frio e nos preparar psicologicamente para o frio de amanhã em Chamonix- Mont Blanc, nos Alpes Franceses, o lugar mais frio de França! Isso se não desistirmos no meio do caminho pois a previsão é de neve para amanhã e, confesso, não estou com a mínima vontade de dirigir na neve...na montanha!

Amanhã conto a aventura.

                                                                          Canal

                                                          Centro Antigo

sábado, 23 de outubro de 2010

Chegando à Região dos Alpes

Dia 23 de outubrode 2010 - sábado

Depedimo-nos de Franche-Comté em grande estilo: transpondo serras, vales e desfiladeiros entre a vila de Salins-les-Bains,em Franche-Comté, até a cidade de Annecy, na região dos Alpes. No circuito de hoje foi privilegiado o contato direto com a natureza. Conhecemos a Cascade de Tufs, uma pequena cachoeira de águas verdes e cristalinas localizada na comunidade de Planches, entre Arbois e Champagnole; A nascente do Rio Ain, na Vila de Conte, próximo a Champagnole; a Cascade Billaude, uma sequência de pequenas cachoeiras na Vila la Billaude e as Cascades du Herisson, próximo a Doucier.
O trecho mais bonito de hoje, entretanto, foi a travessia do desfiladeiro Sous Balme, entre as cidades de Mijoux e Bellegarde-sur-Valserine, pela estrada D991, a caminho de Annecy.
Outro aspecto interessante é que o Rio Ain, a exemplo dos rio Loue e Lison, nasce de dentro de uma montanha, o que nos leva a imaginar que essa é uma característica dos rios de Franche-Comté em razão de seu relevo predominatemente montanhoso.
Em Annecy pernoitaremos 2 dias. Para conhecer a cidade e também para descansar um pouco pois a viagem está num ritmo muito intenso.
Hoje encontramos muitos postos fechados e nçao conseguimos colocar combustível. Como ainda estou com 3/4 de tanque e o carro é muito econômico, ainda tenho uma autonomia de aproximadamente 800 km o que nos dá bastante tranquilidade.

                                            Comunidade de Planches no fundo do vale




                                                               Nascente do Rio Ain

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Surpresos com Franche-Comté

Dia 22 de outubro de 2010 - sexta-feira

Começamos o dia de hoje com uma temperatura de -2º. Encontramos o carro coberto de gelo. Mas isso não nos impediu de continuar curtindo a viagem. Somos guerreiros. Hoje conhecemos dois atrativos de beleza excepcionais: o salto do Rio Doubs, na fronteira com a Suiça (como ninguém é de ferro, atravessamos a fronteira para tomar um legítimo chocolate suiço). Infelizmente não pudemos fazer o passeio de barco pelo rio - nesse período o serviço só é prestado nos fins de semana -, porém isso não impediu de ir até o local de carro e ter acesso ao salto após uma caminhada leve de 40 minutos.
O outro ponto de rara beleza foi a nascente do Rio Lison, próximo a Salins-les-Bains. Assim como o Rio Loue, que vimos ontem, o  Rio Lison nasce do interior de uma montanha, em um recanto particularmente bonito.
O pernoite de hoje será na vila de Salins-les-Bains, uma estação termal. A cidade em si não é grande coisa, ao contrário, nos pareceu sombria e pouco aconchegante. Entretanto, foi uma parada estratégica para a continuação de nossa viagem.
A região de Franche-Comté tem sido uma grande surpresa, especialmente pelo relevo variado e pela beleza de suas paisagens.
A primeira avaliação é que a Alsácia possui vilas mais bonitas e aconchegantes, enquanto Franche-Comté apresenta uma natureza mais diversificada.
Amanhã possivelmente sairemos de Franche-Comté e entraremos na região dos Alpes.
Pela dinâmica da viagem não sabemos onde pernoitaremos amanhã.
Até o momento não tivemos problema com combustível, mas por precaução não deixamos o tanque baixar de 3/4.
Nossa preocupação agora já se situa no futuro pois com a greve geral decretada para o dia 6 de novembro não sei até que ponto isso interferirá em nossa viagem para o Brasil. Estamos especialmente preocupados em razão da necessidade de justificarmos a ausência das eleições.
De qualquer sorte, continuaremos curtindo a viagem.

                                         Vista do Mirante do Doubs





                                                   Nascente do Rio Lison

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Aventura em Franche-Comté

Dia 21 de outubro de 2010 - quinta-feira

A previsão para o dia de hoje seria conhecer a cidade de Besançon, onde dormiríamos. Entretanto, temos acompanhado os últimos acontecimentos na França por conta dos protestos contra a reforma da previdência e constatamos que o tempo anda quente nas grandes cidades. Assim, decidimos não ir a Besançon, uma cidade média, por precaução. A decisão mostrou-se acertada, pois a alteração que fizemos no roteiro levou-nos a conhecer uma região belíssima, pontuada por montanhas, cânions, rios e cachoeiras. Cheguei em casa! Conhecemos hoje uma das nascentes de rio mais fascinantes que já vi: a nascente do rio Loue, que sai de dentro da montanha! Amanhã daremos continuidade ao passeio pelas montanhas com um passeio de barco pelos cânions do rio Doubs (se o tempo permitir), além de conhecer outras cachoeiras.
Hoje, mais uma vez, a neblina acompanhou-nos até as 12 horas, quando surgiu o sol. O frio entrou de vez. Temos encarado uma temperatura entre 5 e 10 graus, mesmo sob o sol. À noite a temperatura tem caído para algo em torno de zero grau.
Registre-se que o aquecimento dos hotéis tem estado impecável. Temos dormido com uma temperatura em torno de 25 graus.
No percurso conhecemos a Chapelle de Notre-Dame-du-Haut, em Ronchamp, uma inusitada construção moderna, projetada por Le Corbusier, cuja principal característica é a iluminação que é feita exclusivamente com luz natural.
O pernoite de hoje será na cidade de Pontarlier. 

                                                    Chapelle de Notre-Dame-du-Haut






                                                           Nascente do Rio Loue

De Lorraine a Franche-Comté

Dia 20 de outubro de 2010 - quarta-feira



Após um dia de relativa tensão em virtude das chuvas e da neblina na montanha, nosso percurso de hoje nos trouxe imagens espetaculares. A travessia da montanha, desde La Bresse – na região de Lorraine, onde pernoitamos ontem – até a vila de Belfort - na região de Franche-Comté,  onde pernoitaremos hoje - pelo lugar denominado Baloon d’Alsace  situado a 1065 de altura no Parc Naturel de Baloon des Vosges, trouxe-nos paisagens surpreendentes e, até certo ponto, preocupantes: em razão das baixas temperaturas da madrugada, foi formada uma camada de gelo no topo das montanhas, inclusive por onde passamos. Imaginem, uma pessoa acostumada a dirigir nas estradas esburacadas e poeirentas do Brasil, de repente dirigindo por uma estrada coberta por uma fina camada de gelo! Não é preciso dizer que atravessei a montanha em 1ª e 2ª marchas!
Apesar da adrenalina, a viagem foi altamente recompensada pelas imagens que registramos.
Em Belfort, um breve passeio pelo centro da cidade, com visita à citadela – uma espécie de forte cercado por muralhas e fossos – e à catedral foi suficiente para ter um conhecimento mínimo da cidade.

                                                                                 Neve na montanha! Brrrrrrrr






                                                                      Citadela de Belfort



terça-feira, 19 de outubro de 2010

Ainda a Rota dos vinhos da Alsácia

Dia 19 de outubro de 2010 - terça-feira

Hoje continuamos nossa viagem pela rota dos vinhos da Alsácia. Nesta etapa, fizemos o trecho entre Obernai e Guebwiller, passando pelas seguintes vilas: Dambach-la-Ville, Scherwiller, Bergheim, Riquewir, Colmar e Guebwiller. Nesse trecho conhecemos as cidades mais bonitas da Rota dos Vinhos: Bergheim, Ribeauvillé e Riquewihr. Também visitamos o Chateau Haut-Koenigsbourg, um verdadeiro labirinto de pedras construído no alto de uma serra, nas proximidades de Selestat.
Os vinhedos já estão tingidos de amarelo, com as vinhas próximas a perderem suas folhas e se preparando para a hibernação do inverno. Entretando, ainda vimos algumas vinícolas procederem às últimas colheitas.
É notável a área de cultivo das vinhas. Desde Obernai elas se estendem a perder de vista, ligando-se às vilas, subindo as colinas, colorindo a paisagem.
Hoje, ao final do dia, em Guebwiller, tomei uma decisão equivocada: decidi atravessar a serra para hospedar-se em Gerardmer e amnhã seguir viagem para Belfort.
Ocorre que fomos surpreendidos no alto da serra por uma forte chuva e intensa cerração e a viagem prevista para demorar cerca de 40 min demorou o dobro e nem sequer conseguimos chegar a Gerardmer. Salvou-nos, na vila La Bresse, a providencial rede Ibis que, sem esperamos, apareceu de repente à nossa frente. Eu amo a rede Ibis! A Alzenda mais ainda. Afinal, após mais de uma hora de orações a rede ìbis a atendeu!
Como estávamos cansados, decidimos jantar próximo ao hotel em um restaurante...chinês! Nunca pensei que gostaria tanto de comida chinesa.

Amanhã atravessaremos outra vez a serra - esperamos que com tempo bom - em direção a Belfort, onde possivelmente pernoitaremos.

                                       Restaurante onde almoçamos em Ribeauvillé





                                                              Casa florida em Riquewir


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A Rota dos vinhos da Alsácia


Dia 18 de outubro de  2010 – segunda-feira
Hoje demos início à visita da rota do vinho da Alsácia, que começa na vila de Molsheim e vai até a vila de Thann. Hoje concluímos 1/3 da rota, até a vila de Obernai, onde nos hospedamos. Obernai é linda, aliás, esta é regra das vilas da Alsácia.
Visitamos também um lugar de peregrinação: o Monte Sainte Odile, situado em em uma serra a poucos km de Obernai. Infelizmente não pudemos apreciar o visual de seu mirante em razão da intensidade da neblina.
Hoje não choveu, ao contrário, à tarde o sol apareceu aumentando um pouco a temperatura que se manteve em torno de 8 graus (pela manhã e à noite a temperatura cai mais ainda obrigando-nos a ficar permanentemente bem agasalhados.
O outono mostrou sua cara, colorindo de amarelo-ouro as florestas e os vinhedos.  
A hospedagem em Obernai é de ótima qualidade e a preço relativamente baixos para o padrão francês.
Amanhã possivelmente pernoitaremos em Colmar (ou nas proximidades).
A expectativa para a viagem de amanhã é bastante alto, pois as vilas que visitaremos constam como as mais bonitas da Alsácia.
Até o momento não tivemos problemas com abastecimento,então vamos em frente!

                                                                          Vila de Rosheim





              
                                                                       Hotel du Governeur em Obernai